A culpa é minha, eu causei isso tudo.

A gente leva essa culpa de que as coisas poderiam ser melhores se não tivéssemos "falado aquilo naquele momento". Se respir...


A gente leva essa culpa de que as coisas poderiam ser melhores se não tivéssemos "falado aquilo naquele momento". Se respirássemos baixinho, sem nenhum indício de sofrimento e se mudássemos psicologicamente pelo outro. Pisamos em ovos, em pedras e espinhos mas nunca mudamos o que deve ser mudado. Sabemos sobre o feminicídio mas ignoramos o simples tapa na mão ou um soco no pé.

"Ele nunca me bateu mas tentou e não conseguiu", mas a impaciência foi mostrada durante os longos 2 anos de conflitos e reconciliações. Foram acúmulos, incertezas, assuntos muito mau resolvidos e uma dependência energética que te impede de viver os desejos. Medo e doenças crônicas chegam como impressões de uma boa copiadora, mas as cicatrizes persistem por meses a fio. 

Foi numa quarta infernal que o astral havia mudado e os sentimentos estavam aflorados por algum motivo ou obsessão. O primeiro imprevisto chegou com tudo no pé, uma porrada e tanta, daquelas que deixa mancando no dia do trabalho. " Por que fez isso? Você ta maluco?" Arranhões fizeram parte do espetáculo e constataram mais uma displicência física na mão esquerda. Mais chutes defensivos e por fim olhos inchados de arrependimento e uma frase latente no consciente? "A culpa é minha, eu causei isso tudo."

"Você deveria ter pedido desculpas a tempo e agora percebo que as coisas só funcionam na porrada!" Essa frase, quase uma dublagem de filme de terror, faz parte de vários cotidianos de muitas mulheres. e homens que vivem na opressão. É possível perceber a tempo e desistir antes do fim.

"E ao estalo quando seu vazio transborda
Metendo o louco si mesmo, fingindo que você concorda
Sente o peso, frustração à longo prazo
Se não despertar, virar vilão não vai ser por acaso"
Sem cortesia- Síntese

No fim, essa crônica toda pode ser uma estória louca de amor ardente, que fere frequentemente tudo aquilo que acreditávamos. Sabe o que resta no fim disso tudo? Um outro pensamento obscuro:" Não me tira de otário, porque senão eu te encho de porrada"



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