2016 precisa se sustentar com uma bela história.

2015 foi um a ano de avanços e desavenças na educação brasileira. Período de refle...



2015 foi um a ano de avanços e desavenças na educação brasileira. Período de reflexão sobre papéis sociais e questionamentos a respeito do que é e pra serve a tal ideologia. Escolas fechadas por falta estrutura, universidades em greve e mortes consecutivas nas redondezas das instituições de ensino. A “desaducação”, se é que existe essa palavra, ganhou evidência pelo mundo e nas favelas do Rio de Janeiro. Foram estendidas através de injúrias raciais e por violências verbais, físicas e morais.

Um estresse atrás do outro, quase um efeito dominó ou guerra de estilingue. Tantos problemas em vários seguimentos escolares que não poderiam refletir em resultados diferentes. O Índice de Desenvolvimento Básico, IDEB, constatou que tanto o Ensino Fundamental quanto o Médio no Rio de Janeiro, mantiveram-se com média 6,0. Tão ruim para um país classificado pela Presidenta como “país rico". E a Universidade Federal do Rio de Janeiro, caiu 52 posições no ranking internacional, permanecendo fora das 300 melhores universidades do mundo. Até quem decidiu estudar fora do país não se livrou do problemas. Intercambistas do programa Ciências Sem fronteiras ficaram sem moradia e sem dinheiro para alimentação. E a resposta da empresa foi: “ O brasileiro precisa dar o seu jeitinho!”

As redes sociais também ganharam destaque na divulgação de vídeos de brigas escolares envolvendo, pais, adolescentes, professores e crianças. Quem não se lembra do caso do menino de 7 anos que por algum motivo decidiu bagunçar a sala de aula? Teve muita gente falando que era birra, desordem emocional ou que os pais educaram mal... Ah, Brasil! A situação está tão complicada pro país, que a falta de preparo dos professores os tornou menos valorizados, mais trabalhadores e completamente inconscientes.

A discriminação nas escolas é transparente e numa das melhores escolas do Rio, uma aluna foi alvo de racismo. “As amigas disseram para minha filha que ela tem cabelo de pobre, que ela é burra e por isso não merece ter amigos.”, chora a mãe.

A partir de então, o país inteiro, o mundo, famosos e demais influentes, viram-se para o racismo e para a violência contra a mulher e crise. A educação ficou mais cara para a classe média alta, o feminismo ganhou as ruas e destaque em revistas e jornais; a crise fez muita gente culpar o governo e até o arroz com feijão.

E como vai ser 2016 dia após dia? Para Dilma, a redação do ENEM trouxe reflexão sobre a violência contra a mulher. Mas será preciso quantos ENEM’S para quebrar concretos de segregação? Não vivemos de redação, nós construímos livros, por isso, cuidado para não escrever uma péssima história, afinal, quem vai ler essa história no futuro, ainda nem nasceu.


Por Amanda Belém

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