O ''ser'' importante- Part 2- Inconcluso

Faz frio ás 6 e 43 da noite na sala da minha casa. Minha mãe com receio de se levantar, se espreguiça esquivando-se ao olhar para o rel...


Faz frio ás 6 e 43 da noite na sala da minha casa. Minha mãe com receio de se levantar, se espreguiça esquivando-se ao olhar para o relógio. Retornei um livro novo comprado em março, tem um cheiro Katchadorium repugnante. A história de um assassino mirim não me assusta, muito menos a ideia que eu poderia ser a assassina, caso me testassem.O que me deixa mais aflita é maneira que os segundos passam e não consigo mais tomar o restante do Cappuccino feito com muito fervor. Não foram algumas colheres desperdiçadas, mas o que se passara pelo meu ''miolo'' deveria ter sido descartado faz um tempo.

Desde ontem, quando estava no hospital esperando por uma consulta rotineira, meus ouvidos zumbiam de estresse e meus pensamentos não se policiavam, permaneciam apenas em CAIXA ALTA. Apesar de ser um erro questionar, fraquejei. Cedi no momento errado, justamente quando estava escrevendo. O meu laudo médico não foi encontrado, com isso, o resultado do meu exame abstruso, ainda é um mistério.

Não quero transpor em detalhes sobre a minha intimidade.Muitas coisas aconteceram desde setembro de 2012, mês em que uma parte do instinto ''mulher'', foi bloqueado para o gênero masculino.

Tô tentando uma nova vida, mesmo sabendo que há um vácuo. Não é questão de fé nem de religiosidade ou coisa do gênero,na verdade é a incerteza de que há algo inconcluso.
Ainda tenho que resolver desordens pendentes que afetam a minha vida social; tenho que decidir o que eu quero do que ela tende a me oferecer. Isso é complicado, porque os anexos que conquistei não são de fato normais como diz a lei da sobrevivência.Pra ser mais clara, gosto de coisas estranhas e de pessoas exóticas, aquelas que me fazem rir sem o menor motivo. Nada disso agrada aos fiéis nem aos tachados certinhos, somos considerados carne podre em terra santa. Mas esse clichê de que tenho que mudar pelo outro não faz parte da minha biografia ou narrativa, tanto faz. To no barco da felicidade e não ficaria nenhuma pouco satisfeita se um ICEberg infeliz o afundasse (que os fãs de Titanic não levem a mal).

Já são 7 e 55 da noite e a minha vontade de beber um Budweiser é inacreditável. Infelizmente admito que errei quando tomei o meu primeiro porre aos 11 anos e dei o meu primeiro trago aos 15. Nada típico de uma garota de família. Mas não sou presa aos costumes do século XXI, vivo a vida com respeito e valores, me esforço pra não ser mais uma na vida dos viajantes seculares. Sou cheia de medos assim como qualquer um, mas nenhum deles me aniquila.
O meu tempo se esgotou e amanhã tenho um chá de frauda, volto pra te contar do meu dia.

Por Amanda Belém

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